terça-feira, 20 de janeiro de 2015




“Sete luzes existem no Altíssimo e é lá que habita o Ancião dos Anciões,
o Misterioso dos Misteriosos, o Oculto dos Ocultos: Ain Soph.”
Sefer há Zohar 
  
 SETE MISTÉRIOS DE DEUS
São muitos os mistérios do Criador, são infinitos assim como Ele É, no entanto podemos identificá-los a partir de nossa visão humana e classificá-los para poder estudá-los de uma forma um pouco mais “cartesiana”, que se não é o ideal no entanto é a única forma de poder identificá-los em grupos e a partir daí então enumerá-los por afinidade ou ainda por identificação de mistério.
Quando falamos em grupos e numeramos estes grupos entramos em um outro mérito que é o mérito dos números e seu simbolismo.
Antes de falarmos em “7 mistérios” precisamos entender o que representa o numero 7 aqui e porque organizar em 7 e não 8, 3 ou 12.
Iremos adentrar no seio dos mistérios através de sua manifestação sétupla, pois desta forma o criador se assenta em nossa realidade humana, nós também somos sétuplos, e o Trono Maior que rege nosso planeta é também chamado de Trono das Sete Encruzilhadas, a partir deste Trono surge a Coroa Divina, O Setenário Sagrado, que rege nossa realidade e onde se assentam todos os Tronos voltados à nossa evolução.
Recomendo a quem queira se aprofundar nestes mistérios a Obra “Gênese Divina de Umbanda Sagrada” e “Orixás – Teogonia de Umbanda” ambos do autor Rubens Saraceni /  Editora Madras
Os Sete Mistérios de Deus aqui serão tratados a partir de sete sentidos: fé, amor, conhecimento, justiça, lei evolução e geração;
ou sete elementos: cristalino, mineral, vegetal, ígneo, eólico, telúrico e aquático
Podemos agora de forma isolada nos aprofundar nos mistérios no numero sete (7) que na Cabala é chamado de “O Numero da Perfeição”, em grego é chamado de “Sebo” (Venerar)  ou “Septa” (Venerável), em Romano ou latino “Septos” (Santo, divino).
Segundo a cultura Judaico – Cristã Deus criou o mundo em 7 dias, dada a importância deste numero, cada dia representa o abrir uma nova vibração.
Em Êxodo Deus instrui Moisés a construir um candelabro de ouro para sete lâmpadas.
Em Apocalipse, Novo Testamento, vemos Sete Igrejas que estão na Ásia, “Sete espíritos que estão diante do seu Trono”, Sete Candelabros de Ouro, Sete Estrelas, Sete Anjos, Sete Tochas de Fogo diante do Trono, Sete Selos, Sete Chifres, Sete Olhos, Sete Trombetas e Sete Trovões.

“O Número 7”

O autor Albany Braz em seu livro “O Número7”, Editora Madras, cita:
“De acordo com Johhn Heydon, “o sete é um dos números mais prósperos” e também tem sido definido como “o todo ou o inteiro da coisa á qual é aplicado”; contudo, Pitágoras referia que “o sete era o número sagrado e perfeito, entre todos números” e Filolau (séc. V a.C.), dizia que o “sete representava a mente”. Macróbio(séc. V d.C.)considerava o sete “como o nó, o elo das coisas”. O sete por sua vez , é um numero primo e também o único de 1 a 10 que não é múltiplo e nem divisor de qualquer numero de 1 a 10.
O filósofo grego Platão de egina (429 – 347 a.C.) no seu “Timeu”, ensinava que , “do numero sete foi gerada a alma do mundo”. Santo Agostinho via nele o “símbolo da perfeição e da plenitude”. Santo Ambrósio dizia que era “o símbolo da virgindade”. Este simbolismo era assimilado pelos Pitagóricos, entre eles Nicômano (50 d.C.), em que o “sete era representado pele deusa Minerva (a virgem)” que era a mesma Atena de Filolau (370 a.C.). Por outro lado, na antiguidade associava-se o sete: a VOZ, ao SOM, a CLIO, musa da história, ao deus egípcio OSIRIS, às deusas gregas: NÊMESIS e ARASTIA e ao deus romano MARTE.
...corresponde ao signo da balança (Libra), que é o emblema do equilíbrio.
Na antiguidade o sete já aparecia como uma manifestação da ordem e da organização cósmica. Era o número solar, como é comprovado nos monumentos da antigidade: OS 7 PLANETAS DIVINIZADOS PELOS BABILÔNICOS,; OS 7 CÉUS (YMGERS) DE ZOROASTRO; A COROA DE SETE RAIOS E OS SETE BOIS DAS LENDAS NÓSRDICAS. Estes últimos eram simbolizados por: 7ÀRVORES, 7 ESTRELAS, 7 CRUZES, 7 ALTARES FLAMEJANTES, 7 FACAS FINCADAS NA TERRA e 7 BUSTOS.
Com relação à cosmologia, o Universo antigamente era representado por uma nave com setepilotos ( os pilotos de Osíris) e segundo a escritora Narcy Fontes , “ nossa Galáxia (Via Láctea)é formada por um Sol central, sete outros sóis e quarenta e nove planetas (sete planetas para cada sol)”.
A Lua passa por fases de sete  dias: crescente, cheia, minguante e nova respectivamente.
Na tradição sânscrita há freqüentes referências aos sete ou SAPTAS: “Archishah – 7 chamas de Agni; Arânia – 7 desertos; Dwipa – 7ilhas sagradas;Gâvah – 7 raios ou vacas; Kula – 7 castas; Loka – 7 mundos; Par – 7 cidades; Parna – 7 princípios humanos; Ratnâni - 7 delícias; Rishi – 7 sábios; Samudra – 7 mares sagrados; Vruk-sha – 7 árvores sagradas”.
Na teologia Zoastriana (masdeísmo, 550 a.C.) há seteseres que são considerados os mais elevados, são os Amchaspands ou Ameshaspendes (Sete grandes gênios): “ORMAZD ou Ormuzd ou Ahura-Mazda (Fonte da Vida); BRAHMAN (Rei deste mundo); ARDIBEHEST (produtor do fogo); SHAHRIVAR (formador de metais); SPANDARMAT (rainha da terra);KHORDAD (governate dos tempos e das estações); AMERDAD (governante do mundo vegetal)”. Opostos a estes havia os 7 Arquidevas(demônios ou poderes das trevas). Nesta teologia Mazdeista inicialmente existia 7 graus iniciáticos no culto de Mitra: CORVO (Vênus), GRIFO (Lua), SOLDADO (Mercúrio), LEÃO(Jupter), PERSA (Marte), PAI (Saturno), HELIÓDROMO (Sol ou corredor do Sol).
MITRA nasceu no dia 25/12, tinha como número o sete e em honra a ele havia os sete altares de fogo, denominados de sete Pireus.
Na teologia romana na corte do Deus Marte ou Mars (Ares Grego) figuravam 7 divindades alegóricas: “PALLOR (a Palidez); PAVOR (o Assombro); VIRTUS (a Coragem); HONOR (a Honra); SECURITAS (a Segurança); VICTORIA (a Vitória); PAX (a Paz)”.
Na teologia dos Sumérios a deusa Inana tinha que atravessar 7 portas para chegar diante dos juizes do mundo inferior.
As tabuletas Assírias estão repletas de grupos de sete: 7 deuses do Céu; 7 deuses da terra; 7 deuses das esferas flamejantes; 7 deuses maléficos; 7 fantasmas; espíritos de 7 céus; espíritos de 7 terras.”

Sendo assim temos muitos motivos para abordar as divindades de Deus segundo o “Mistério do Numero 7”, o que me é muito familiar também por ser Umbandista, uma religião (Umbanda) que aborda o seu próprio universo a partir do que chamamos “Sete Linhas de Umbanda”, onde se assentam os Orixás, Divindades cultuadas na Umbanda. Aqui adotamos a relação de Orixás e Tronos de Deus da forma como foi psicografada por Rubens Saraceni em sua Obra, que são hoje mais de 40 livros publicados pela Editora Madras (agora já passa dos 50 títulos).  

Sete Tronos de Deus

“Os princípios da Verdade são Sete;
aquele que os conhece perfeitamente,
possui a Chave Mágicacom a qual
todas as Portas do Templo podem ser
abertas completamente.”
Hermes Trismegisto – O Caibalion

Temos a seguir uma relação de sete mistérios do mistério maior. Poderíamos ter colocado muitos outros, acreditamos que com a combinação desses chegamos a todos os outros.
Sendo partes do todo esses mistérios são qualidades puras de Divindades, da sua combinação temos partes das partes, mistérios dos mistérios, Tronos intermediários, o que se costuma chamar “Divindades localizadas”, tão importantes quanto as outras.
Assim, numa tentativa de localizar as Divindades, de cima para baixo, vamos identificá-las por suas qualidades, portanto inominadas, para a partir daí identificarmos os Orixás e as demais Divindades que correspondem com as qualidades dEstes, já humanizados sob uma cultura que Os reconhece.
Vamos mostrá-Los de forma polarizada manifestando-se em masculino e feminino, logo teremos 14 Tronos Maiores ou Divindades Puras em suas qualidades. 
Sete Mistérios
Sete Tronos Puros = Quatorze Tronos Polarizados

Temos Sete Mistérios (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração), Sete Tronos indiferenciados (Trono da Fé, Trono do Amor, Trono do Conhecimento, Trono da Justiça, Trono da Lei, Trono da Evolução e Trono da Geração) , que formam a Coroa Divina, o Setenário Sagrado. Estes Tronos indiferenciados se polarizam, ou seja cada um deles se desdobra em Trono Masculino e Feminino (Passivo e Ativo), gerando agora quatorze Tronos polarizados (Trono masculino e feminino da Fé, Trono masculino e feminino do Amor, Trono masculino e feminino do Conhecimento, Trono masculino e feminino da Justiça, Trono masculino e feminino da Lei, Trono masculino e feminino da Evolução e Trono masculino e feminino da Geração).

Podemos dizer que são tronos que se completam na mesma qualidade, pois na fé onde um é masculino outro é feminino, um é passivo e outro ativo, um irradia a fé outro absorve, um é positivo outro é negativo, etc...
O que torna simples sua explicação, pois o Trono do Amor é parte de Deus como manifestação da sua qualidade Amor.
Amor é parte de Deus e é a Divindade do Amor por inteiro.
Quando o Trono feminino irradia Amor, o masculino absorve o que fecha um círculo de energia atuante em que nada é estático.
Vamos defini-los como Orixás de Umbanda puros nos ­mistérios e humanizados como Divindades do panteão umbandista, que trazem seus nomes da mitologia Yorubá, africana, sua primeira humanização. Assim, citando as Divindades de outras mitologias que manifestam o mesmo mistério.

Quarta, 20/01/2015-MT 

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